Finalmente descobri o que somos.

Não somos nada.

Nada do que planejei.

Nada do que achei que seríamos.

Nada. Nada que se possa definir.

Nada do que quis o auge do ego. Nada do que pensei querer.

E eu quis.

Mas, não somos nada.

Tampouco somos idealização ou capricho. Pois nada, repito, nada vinga com esses caras.

Mas, apesar do nada, percebi que somos tudo.

Tudo, um pouco de tudo. Tudo e todo o contrário. Todo o oposto e tudo de nada. Do pouco ao tudo.

E pelo nada e vice-versa é que eu não fodo com tudo.

Pois prefiro um pouco do tudo e um tanto do nada,

e seguir como uma racional impensada.

Por que na bagunça da ordem,

na imprudência assumida

e na baderna assinada,

o ser nada vale tudo

mas o não ser não tá com nada.

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Maria B

Thoughts, points of view, feelings and experiences from a 26 years old Brazilian, journalist and writer. Come on in!